13 de dezembro de 2013

Salvos?

Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, certas coisas não diz respeito a um partido político.Não é PSDB, PT, PMDB, PTB, PSB ou qualquer outro,os responsáveis pela violência. O caráter de cada pessoa, é o que determina a qual sociedade pertencemos. Se você apóia o que é incorreto, só vai ter o que estamos cansados de ver, violência e mais violência.Seu orgulho não pode ser o mesmo orgulho meu. Logo, não posso apoiar a idéia de que vivo num país democrático e livre de todos os miasmas da vida. Não posso ser conivente com um país onde o futebol, samba, cerveja, carnaval, funk, programas medíocres de televisão, universitários corrompidos por ideais nefastos de pseudos - heróis do passado, e que ainda insistem em massificar os mais jovens, sejam para mim, motivo de orgulho. Não posso compactuar com um país que se preocupa com temas irrelevantes como homossexualismo ou racismo, e não dá a devida atenção aos mais necessitados, como idosos, crianças pelos faróis, exploradas por seus pais e mães, verdadeiros ratos de esgoto, passando-se por vítimas a todo o instante, forçando suas crias a trazerem-lhes algum lucro no decorrer do dia.
Não posso me orgulhar nunca de um país, onde não há leitos nos hospitais, remédios de extrema necessidade aos pacientes,  vagas nas escolas, creches, onde não há comida para as crianças que vão estudar.
Não posso aceitar jamais, a idéia de que uma pessoa passado os trinta anos de idade,  não consegue emprego porque é considerada '' velha'', como não posso aceitar o desrespeito aos aposentados.
Não posso ter orgulho de um país onde congressistas, juízes, promotores e senadores fazem a festa com o dinheiro público numa orgia vergonhosa.
Como posso dar um grito de euforia ao assistir a uma partida de futebol, sabendo que ali, no gramado, milhares de reais e dólares, rolam a custa do imbecil torcedor?
E a Copa? Verdadeiro sinônimo de burrice acentuada para um povo sem educação, que mal sabe assinar o nome,mas enche o peito de orgulho para torcer para a nossa seleção. Que honra é essa?
Alegrar-me do quê, sabendo que uma pessoa morre por um mero celular ou falta de saldo em sua conta, para a alegria geral dos midiáticos e festivos advogados ante as câmeras de televisão, disputando palmo a palmo, como num jogo de adivinhações, quanto tempo tal elemento pegará de sua pena, se é que pegará.
E como me orgulhar de um país, onde a impunidade impera amedrontando famílias inteiras?
Porque sorrir por uma felicidade vã, quando se viaja para algum lugar do país, postando hipocrisia e demagogia pelas redes sociais, sendo amanhã, vítimas de violência?
Como acreditar na credibilidade de um outrora, excelente jornalista, ao qual participou de um dos momentos mais históricos da política mundial e agora nos envergonha apresentando programas sem nexo, repetidas vezes por mais de uma década? Isso é exemplo de jornalismo?
Como acreditar que a Amazônia é patrimônio nosso, quando especuladores, na calada da noite, reunidos com políticos e sindicalistas, vendem a preço de banana um ecossistema inteiro aos estrangeiros? E os animais? Os ribeirinhas? Os índios?
Que lógica tem para você, ser cidadão de um país que lhe maltrata em portas de bancos, filas de hospitais, aperto em ônibus, trens, metrôs e cobram preços abusivos para uma péssima qualidade em seus serviços?
Como ter orgulho de um país que vive basicamente de salário mínimo, que não dá para o sustento de uma família e não vale um ''vintém'' na mercearia da esquina?
Senhoras e senhores, no Brasil vive-se a euforia do crescimento econômico, da tecnologia, da facilidade ao crédito e condenam sua vida inteira.
Que sentido faz, não ter os seus direitos básicos de ir vir, assegurados por lei, que defende marginais a todo o instante?
Um ministro do ''supremozinho'', vira celebridade da noite para o dia, por condenar ''mensaleiros'', e o povo acredita que todos os problemas do país foram resolvidos. Será?
Joaquim Barbosa, é o novo herói do país ou mais novo Policárpio Quaresma?
Qual o seu orgulho?

5 de outubro de 2013

Um para o cafézinho?

Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, vai um cafézinho aí? Boa maneira de começar, não?Seria bom não fosse a postura ou arrogância de alguns para com o seu semelhante. I
sso não é caridade, é só comentário mesmo.Já passava das onze da manhã, ali no Brás, terminal de ônibus com acesso ao Metrô, quando vejo um senhor de aparência um tanto sofrida, algo em torno de uns cinquenta anos, magro, com calça de moletom, tênis e uma camiseta da igreja ''Mundial do Poder de Valdemiro Santiago'' , pseudo Deus para os milhares de miseráveis, que frequentam religiosamente, seus cultos de infâmia e exploração de fé alheia.
Esse senhor citado por mim, seguia seu caminho tranquilamente quando foi abordado por um destes moradores de rua, esse sim verdadeiro miserável e sem sorte na vida.
O morador de rua, presumo que após várias tentativas talvez inúteis de arranjar um trocado, se aproxima deste senhor de fé e educadamente lhe pede um troco para tomar um café. O morador de rua ainda avisa:
''Não é para droga ou pinga não seu moço, é apenas para um café''. Neste dia, fazia um frio danado por sinal.
O ''bom servo de Deus, ou de Valdemiro Santigo'' , seja lá o que for, não pensa duas vezes e começa a proferir impropérios ao ''distinto'' morador de rua, chamando-o de vagabundo, drogado, porco e outras coisas impronunciáveis. Assisto á tudo passivamente.
A coisa segue de uma maneira imoral com o senhor dizendo ao morador de rua que era aposentado, que havia trabalhado a vida toda para poder andar tranquilamente e sem se preocupar com nada, ainda mais na hora de ''ir buscar á Deus''. O morador de rua não se dá por vencido e repete que deseja só um café, não briga ou bate boca.
As pessoas passam para todos os lados, sem se importar com aquilo que não lhe dizem respeito, a fome de um semelhante. Continuo a assistir e ouvir os insultos daquele fiel seguidor do já referido Valdemiro Santiago e de sua lavagem cerebral.
O morador de rua então começa aos brados perguntar para aquele aposentado, supostamente honesto e em dias para com a sociedade, o que ele havia aprendido na igreja de Valdemiro Santiago. Incríveis foram as palavras daquele desafortunado com a vida ao dizer que, já fora expulso da igreja Mundial do Poder de Valdemiro só por ter pedido para usar o banheiro e um pouco de água.
Questionava, o morador de rua, ao aposentado, qual o conceito de vida ele aprendera ao doar parte de sua aposentadoria para a igreja. Eu ficava embasbacado com aquilo.
O morador de rua com o semblante cansado e sujo, mas com uma certa postura relembra para o orgulhoso aposentado, um trecho da bíblia, citando Mateus 25, o qual me levou, confesso, as lágrimas:
'' Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.''
O aposentado furioso, partiu batendo os pés, incomodado com as palavras proferidas por aquele homem, de vestimentas imundas e mal cheirosas, barba por fazer, cabelos por cortar, de pele queimada e mal tratado pela vida. Aquilo foi mágico.
O morador de rua seguiu seu caminho em busca de um café para começar o seu dia, com certeza satisfeito por estar mais um dia, vivo.
Não me contive, chamei-o, e lhe dei R$ 5.00 para continuar de alguma forma, mais um dia de luta pela sobrevivência. O morador de rua nada me disse, balançou a cabeça e foi-se embora.
Eu, ganhei meu dia.

26 de setembro de 2013

O hábito da corrupção

E lá vem aquele senhor de idade avançada, barba por fazer, roupas velhas e rasgadas, cabeça sempre pendente para o lado, talvez por causa de uma doença ou nascimento mesmo, empurrando seu velho carrinho de supermercado, com três galões de água de 20 litros, em sua rotina diária, buscar água para o seus companheiros de rua. Sim, este senhor é um morador de rua. Sempre o vejo. Nunca trocamos uma palavra se quer. É um senhor tranquilo e sempre simpático com o rapaz responsável pela limpeza do banheiro e que está, sem questionar nada, sempre a ajudar este bom senhor. O rapaz responsável pelo banheiro, é uma pessoa educada, trata a todos com simpatia e sorriso no rosto. É sua maneira de trabalhar. Com certeza, o funcionário padrão.
Este rapaz me diz algo que me é estarrecedor, sobre um outro funcionário, do período da tarde, que sem pensar na situação daquele senhor, cobra-lhe, descaradamente, um refrigerante " Dolly " para que. o senhor possa pegar mais água a tarde.
Comento com o rapaz da manhã, que isso é o velho hábito da corrupção, já que a água, é uma dádiva sagrada e jamais deveria ser comercializada.
A companhia do ''Metrô'' já é o suficientemente rica para negar água a quem tem sede, mas o caso não é com a empresa em questão. Trata-se de uma funcionário de uma contratada do ''Metrô'' para a manutenção diária de seus inúmeros banheiros.
Percebo aí, uma prática pertinente a qualquer setor e classe da sociedade brasileira, a famosa e danosa corrupção.. É cruel e desumano que, um ser pobre de recursos, mas que trabalha, logo é um assalariado, corromper um outro pobre, sem qualquer recurso na vida e que vive a míngua da sociedade, negar- lhe o direito a um galão de água, porque este não pode lhe dar um refrigerante Dolly.
Qual é então, o caráter do cidadão brasileiro?
Onde está sua educação e bom senso?
Com que direito, o rapaz do turno da tarde, faz uma coisa desta?
Não é a toa que nossos políticos, fazem a " festa " com a vida dos brasileiros. E por que?
Porque o brasileiro é conivente.
Aprendem, desde cedo, a margem da pobreza, a arrancar do meio onde vivem, dentro de suas próprias comunidades, os que consideram ser seus irmãos da miséria.
O que se pode esperar de um povo deste, que se vale da falta de sorte alheia, para cobrar-lhe um medíocre guaraná?
Não se pode esperar absolutamente nada! É revoltante e degradante até.
Ouço isso e o silêncio me domina. Tenho vontade de gritar a plenos pulmões o que se passa em cabeça, ao ouvir algo assim, mas é melhor não. Eu jamais iria solucionar tal problema.
Continuo por ali afim de terminar meu dia e voltar para a minha casa, e dar continuidade a minha vida. Afinal, sou brasileiro e não desisto nunca.


19 de abril de 2013

Inocência?

(...) E todos os flashes estavam voltados para aquele caso. Era na verdade, só mais um caso. A verdadeira vítima pouco importava, já que mortos não falam, essa é a regra. Os motivos, ficam apenas com a vítima,  registrados para sempre embaixo da terra.
O corre-corre era geral para ver quem conseguia o melhor ângulo para a  foto daquele assassino. Aliás, assassino não, vítima da sociedade. Sim, já que era deste modo, que aquele menor de idade era tratado, mais uma vítima da sociedade. Seu crime? Nascer pobre, negro,  ser analfabeto, talvez por escolha própria e morador de periferia, aqueles de barracos de madeira mesmo, construído por seu pai, ao qual não conhecia, feito em uma noite qualquer, num pagode ou forró qualquer, em meio a bebedeira, cigarros e drogas. Isso só era possível saber, porque sua mãe, negra, gorda, solteira e diarista de um apartamento de luxo no centro de São Paulo, havia lhe contado. Esse era o perfil daquela ''criança de dezessete anos'', que atirara sem pensar, em uma mulher de vinte e quatro anos, loira, olhos verdes, pele branca, mãe de uma linda criança, com um casamento estável, juntamente com sua condição financeira, feliz com o marido, empresário do ramo de transportes, honesto e trabalhador, com mestrado, phd em administração, com uma linda casa de 10 cômodos em uma região nobre de São Paulo e um carro de valor altíssimo na garagem. O crime da moça? Ter nascido rica e privilegiada na vida. Ela tinha uma família feliz e unida, todos sorridentes com a vida e todos religiosos.
A moça branca, morta com um tiro na cabeça, por causa de uma bolsa, já não fazia mais parte da sociedade. Era apenas um número e nada mais. Sua vida, já não tinha mais importância.
Os debates nas redes sociais e televisão, eram agora mais importante, já que o principal responsável, estava ali, vivo, preso e com a cabeça cheia de barbáries para um futuro vindouro. Com dezoito anos, sairia da cadeia. Portanto, em sua face, não havia remorso.
Todo o tipo de questionamento era viável na televisão, rádio, associações de direitos de defesa da criança, advogados querendo aparecer na mídia com suas opiniões mesquinhas e sem nexo. O governo, para os hipócritas de plantão, era o maior responsável pela aquela tragédia. Mas, e a índole da '' tal criança''?
Não, sua índole, muito ruim por sinal, não poderia ser alvo de discussões, já que ele, e não a moça branca, era a principal vítima da sociedade. Ele não teve oportunidades, ninguém o ouviu.
Psicólogos, antropólogos, sociólogos, psiquiatras e mais um bando de imbecis o tratavam como um doente. O menino era ruim mesmo, invejoso dos mais privilegiados na vida. Tinha raiva por ele ser o que era na vida, um pobre, drogado, favelado, ladrãozinho contumaz. Não, tais adjetivos não poderiam ser usados contra ele.
Quem era o culpado então? O judiciário? Os políticos de Brasília?
Não seria o próprio marginal, o culpado?
A excitação do caso em todas a emissoras, rendendo índices de ibopes nunca antes alcançados era mais interessante. 
Nos bares, nos transportes públicos, na sala de espera de um hospital, escolas, dentro das fábricas, nas universidades, o estrelismo ou amadorismo perante a ''estrela assassina'', era motivo de debates.
E a moça, como milhares de cidadãos de bem, que morrem asquerosamente pelas mãos desses bandidinhos mirins, protegidos pelo E.C..A e parte da população, como ficam?
As leis que não mudam jamais, haja vista que são do século passado, data de 1948.
Nada disso importava naquele instante. O que importava era saber, como um jogo de adivinhação, quanto tempo aquela '' criança'' ficaria na cadeia. Se é que ficaria.
A ''criança'' virou capa de revistas e jornais, rendeu lucros com a tragédia de outrém. Virou canção de rap para os favelados. Artistas de elite o abençoavam como o humilhado pelo governo, e davam a ele, oportunidade de estudar e ser ''alguém na vida''.
E a família daquela moça branca, assistia á tudo, indignada por não terem sido elas, amparadas pelos direitos humanos. E não o fizeram pelo o simples fato de que, a família da moça branca, tinha dinheiro e não renderia o suficiente para vender .
Enquanto isso, bem ali perto, num raio sabe-se-lá de quantos quilômetros, outras mães e pais enterravam seus filhos, negros, brancos, asiáticos ou qualquer outra origem, vítimas de mais um marginalzinho, vítima da sociedade.
A vida, seguia ao derradeiro, ao herói bandido, de idade inferior a dezoito anos, livre para fazer o que bem quisesse da sociedade brasileira. No dia seguinte, era rezar para que outros fatos parecidos não acontecessem.
Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, maioridade penal, já?