17 de julho de 2010

''Tá'' reclamando de quê?

Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, transcrevo aqui um e-mail que recebi. O texto fala dos hábitos de nosso povo. Eis a mensagem: 
Tá Reclamando do Lula? Do Serra? Da Dilma? Do Arruda? Do Sarney? Do Collor? Do Renan? Do Palocci? Do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos políticos distritais de Brasília? Do Jucá? Do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?
Brasileiro reclama de quê? 
O Brasileiro é assim: 
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas. 
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas. 
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração. 
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura. 
5. - Fala no celular enquanto dirige. 
6. -Trafega pela direita nos acostamentos em um congestionamento. 
7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas. 
8. - Viola a lei do silêncio. 
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica. 
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas 
desculpas. 
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas. 
12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao 
trabalho. 
13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo. 
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, 
muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos. 
15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de 
renda para pagar menos imposto. 
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através 
do sistema de cotas. 
17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 
pede nota fiscal de 20. 
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes. 
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes. 
20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se 
fosse pouco rodado. 
21. - Compra produtos piratas com a plena consciência de que são 
piratas. 
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca. 
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da 
roleta do ônibus e do metrô, sem pagar passagem. 
24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA. 
25. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fézinha no jogo de bicho. 
26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como 
clipes, envelopes, canetas, lápis... Como se isso não fosse roubo. 
27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que 
recebe das empresas onde trabalha. 
28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... Só não falsifica aquilo que 
ainda não foi inventado. 
29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o 
fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. - Mente para familiares, marido, esposa, namorado (a), amigos para conseguir alguma coisa ou se beneficiar de alguma situação. 
31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve. 
A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!
Pense bem. O rumo de uma país depende de nós mesmo.

5 de julho de 2010

Piedade seu moço?


Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, a Copa do Mundo para o Brasil acabou, para ''nuestros hermanitos'' também, graças a Deus, acho.
É hora portanto,  de voltarmos a nossa realidade nua e crua, por vezes esquecida em épocas como esta.
O que passo a relatar serve  de aná
lise sobre como não deveríamos ser ou pelo menos ser, o mínimo possível.
A cena a que me refiro não é fictícia, é pura realidade e dói só de ver.
Parado em uma plataforma da estação Brás da CPTM, em pé estou a aguardar o cansativo e deságradavel trem que me transportará de volta aonde resido. São aproximadamente 22:30 horas de um sábado um pouco frio.
Fico olhando a minha volta as últimas obras do governo do estado que, só servem para campanha mesmo. Estação modernizada, plataformas diminuídas em números, alguns restos de trens parados sem serviço e o povo ali, em pé, a mercê da companhia. De fato, melhorou em muito, tem até trem moderno, mesclando com resto de sucata reformada por vezes, trens da década de 50 e por aí vai.
A companhia tem lá seus regulamentos o que é justo e coerente, como não ficar pregando religião dentro dos vagões e venda de produtos quaisquer. Salgados, chicletes, balas,  cerveja, água e drogas, claro.
São regras da companhia e tais regras, não funcionam. Não funcionam por causa do próprio usuário evidentemente.
Lá estou, como dissera antes, em pé tentando saborear um desses macarrões instantâneos quando vejo descer pela escadaria um senhor, uma senhora e mais quatro crianças, os quais devem ter algo em torno de 4 a 8 anos.
O que me parece ser o pai, tem uma aparência bem miserável, magro, moreno, pele queimada, face triste, mal vestido, com uma camiseta onde se lê '' Brasil, rumo ao hexa'', calça jeans bastante surrada e chinelos parcialmente destruídos.
O que parece ser a mãe, é uma senhora baixinha, morena, cabelos compridos e despontados, visivelmente sujos, face igualmente triste, com uma blusa vermelha ou vinho, uma saia de tecido qualquer azul e também de chinelos. Ambos não devem ter mais que 40 anos.
As crianças correm para lá e para cá, são todos meninos, usam camisetas, shorts e também chinelos. Estão felizes por estarem em uma ''grandeza'' como as dependências da companhia ferroviária. Olham para um trem parado, sem serviço e ficam admirados com o tamanho. Acho até graça.
Mas também fico tentando entender, o que leva um pai e mãe a estarem a quase 23:00 horas de um sábado, com 4 crianças, numa certa temperatura que não é para elas, pegando um trem? Sabe-se lá o que fazem da vida.
Em certo momento, vejo que uma das crianças fica olhando para mim, que já estava doido pela morosidade da companhia em não colocar um trem para rodar e percebo que a criança comenta com os outros 3 irmãos alguma coisa. Logo percebo que eles estão com fome. O que me olhava, se aproxima do pai e parece dizer a ele que quer comer o mesmo que eu estou comendo. O pai, logo o repreende com uma bronca, a mãe junta todos os filhos a barra de sua saia azul e lá ficam.
Os garotinhos me olham como que esperando uma resposta minha e não deu outra.
Como eu não havia nem dado a primeira garfada no meu macarrão, me dirijo até as crianças e cedo para eles. Eles se deliciam, quietinhos e sentados no chão da plataforma.
A mãe agradece e o pai meio que durão também faz o mesmo, tentando se justificar falando algumas coisas que eu nem quis ouvir.
Depois de quase meia hora, chega o trem e todos adentramos e tudo que quero é chegar logo em casa.
Do mesmo jeito que o trem chegou, ele saiu. Menos mal.
Assim que o trem sai da plataforma começa um ''festival'' de irregularidades por parte dos passageiros, drogas, água, chicletes e cerveja saem de todos os lados. Um imbecil ao meu lado, liga um irritante celular tocando funk carioca e isso vai comendo meus nervos até que o mesmo percebe minha ira e coloca o fone de ouvido. Era tão simples, mas ele tinha que ser chato.
A viagem prossegue e os metidos a vendedores de cerveja gritam como doidos de vagão em vagão para ver quem vende mais. No vagão onde estou, vai também a familia que já descrevera antes e vejo que o pai das crianças, com um sorriso amarelo na face, compra um latão da Brahma toda caracterizada para a Copa. O pai das crianças ri com o vendedor ao comentar a derrota da seleção para a Holanda e se orgulha da derrota da Argentina. Tudo besteira, tudo patético..
As minhas reflexões não param e me questiono muito, me irrito muito. Como a mídia, empresas de vários segmentos, governo,  justiça podem permitir a destruição da vida das pessoas, prendendo-as em mundo explorador, covarde e sem moral?
Como pode um pai negar ao seu filho, um simples macarrão instantâneo e preferir tomar um cerveja?
A vida em comum, calcada no respeito, na proteção, na busca por coisas lícitas e boas não existem mais. As famílias se perderam.
Fico olhando aquele pai e tenho nojo de sua atitude, começo a repudiá-lo em meus pensamentos, são escolhas e nada além.
A mãe nada faz, nada comenta, fica com as crianças a sua volta abraçados a ela e tentam dormir um pouco.
A viagem prossegue, chata e irritante com vários trabalhadores, casais de namorados, gente que tenta dormir, gente que vem de algum passeio, gente que gosta de se aparecer conversando aos berros e gente que nada faz de útil na vida, a não ser usar drogas pelos vagões e sair gritando coisas sem nexo.
Fecho os olhos e também tento descansar meu cérebro, domingo tem mais.
Como não há nada a fazer, o jeito é ficar quieto e chegar logo em casa, tomar um banho, comer algo e ir dormir.
A vida segue, cada qual com sua escolha, seus temores e dores, cada qual com sua história.

24 de junho de 2010

Dunga! O patriota?


Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, os ataques ao técnico da seleção brasileira, Dunga não cessam.
É uma tal de imprensa atacá-lo aqui e acolá que a coisa até parece ser desesperadora para os jornalistas da crônica esportiva. É preciso ter cautela e respeito para com o trabalho do treinador da seleção.
Dnga virou alvo de ''jornalistas escrotos'' como Chico Lang, Celso Cardoso, Osmar Garrafa e o pior deles, Flavio Prado, todos da Rede Gazeta de Televisão.
A ânsia por querer entrevistar jogadores é tamanha que, Flávio Prado chega ao ponto de ofender Dunga moralmente com palavras de quase ''baixo calão''. São ''urubus'' querendo, repito a ''carcaça'' de Dunga para ter  pautas em seus programas estúpidos e sem ética alguma. Futebol saiu do campo para os estúdios de  rádios, imprensa escrita e impressa, para virar uma ''guerra'' sem razão de ser.
Futebol não pode ser produto de discussões acaloradas e ofensas a jogadores, comissão técnica o treinador.
Para um bom torcedor, vale a esperança para com o seu time de paixão e seleção, criando um uníssono clamor de vitória.
 Chico Lang ainda tem a ousadia de comparar Dunga a um ditador, fazendo alusão ao período da ditadura militar no Brasil, onde a imprensa não tinha poder para nada.
Oras! Com que direito a imprensa quer ter acesso a treinos da seleção? Para quê? Para formular perguntas desconexas aos jogadores:?
O torcedor não aguenta perguntas repetidas. Não aguenta o assédio desnecessário em cima de comissão técnica e jogadores.
A imprensa esportiva brasileira é fraca de tudo. Seus jornalistas não tem moral para criticar ou elogiar Dunga.
Fracassados como Jorge Kajuru, não poderiam nem opinar sem entender o mecanismo da coisa.
A revolta dos jornalistas para com Dunga é insana. Dunga respeita o Brasil.
Somente o torcedor não entendeu o recado de Dunga para com eles e, jamais entenderão, por que existe uma Rede Globo que manipula, que ''embesta'' o cidadão com suas mentiras e pressão doentia.
Dunga é inimigo de organizações como a Rede Globo, bate de frente com ''nefastos'' como Luciano do Valle, Neto, Datena, Fernando Fernandes, Antônio Pétrin,  todos Rede Bandeirantes de Televisão (parasita da Rede Globo), mas isso ninguém vê, mais cômodo é ofende-lo.
É uma briga íncansavel que tira o brilho do espetáculo e irrita qualquer torcedor amante do futebol.
Só quem já viveu nos gramados da vida futebolística e os bastidores de uma seleção, sabe o que fazer quando se faz necessário. Dunga fez e, fez bonito.
Calou essa impressa imoral, se refugiou na concentração, unindo o grupo, de modo a fazer com que os resulatdos surjam. Portanto, vamos ficar na torcida.
Mais uma vez parabéns ao Dunga, parabéns a moral e ética por um futebol melhor e de qualidade.
Dunga sim, é um verdadeiro patriota!

17 de junho de 2010

O que é tal a da felicidade?


Amigos e amigas  do Opinião e Crítica Brasil, entrarei hoje em uma área que não tem nada a ver com a proposta do blog, a área do sentimental, em especial, a ''tal'' da felicidade.
Mas, o que é a felicidade? Em que ela se baseia efetivamente? Existe fórmula mágica para tal coisa?
A felicidade é um afago? Carinho? Um beijo? Um abraço? Um desejo?
É muito comum vermos pessoas que dizem ser felizes por alguma razão. Qual? Nem elas mesmas sabem muitas das vezes.
A ''tal'' da felicidade para alguns, pode estar contida na aquisição de um novo bem como um carro, apartamento ou um casa, novo emprego, uma mesa carregada de cerveja e muito cigarro, as vezes drogas e ainda, o ''se achar'' mais do que o outro, frente a amigos e amigas.
A felicidade está baseada em algum comportamento social? É ditada por modismos? Novas tendências?
A felicidade de alguns, parece ser baseada na tragédia alheia, na dor daqueles que choram pelas noites vazias.
Compreender o mecanismo da felicidade é mais complicado do que parece, é algo em que obter uma resposta, parece impossível.
Vivemos cercados de dúvidas, medos, inseguranças e frustrações constantes. A vida, até nos parece judiar.
Para acalmar as incertezas, muitos desistem de seus sonhos, muitos desistem da vida.
Existe uma explicação? Só existem dúvidas, sempre.
A ''tal'' da felicidade foi destruída, foi assassinada por conta da modernidade das coisas, daquelas que eram segundo plano e hoje domina a cabeça das pessoas.
Não existe mais a felicidade como a víamos, com os valores mais simplórios da vida.
Uma família, uma busca, uma conquista, um bem estar. Tudo se tornou obsoleto.
As pessoas se tornaram vazias, egoístas, covardes. O ''eu'' está acima de qualquer coisa.
Perderam-se os valores, a alegria verdadeiramente existente, não existe mais. Tudo se tornou ínutil.
É assim por exemplo em relacionamentos amorosos, antes conquistado com muito trabalho, persistência, hoje massacrado pela facilidade  de se obter sexo em qualquer lugar, basta um entrar na vida do outro.
O que esperar do amanhã? Até onde vai o massacre e o desrespeito aos sonhos e anseios das demais pessoas que, querem uma vida mais justa, decente, calcado na ética, na família, no amor?
De qualquer maneira, a busca pela felicidade não pode ser destruída por conta de um mundo cada vez mais desumano e covarde. A felicidade não pode fazer parte do consumismo e quebra de valores morais.
Alguém sabe dizer: O que é a 'tal'' da felicidade?