9 de março de 2014

Brasil feliz?

Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, você se considera um cidadão feliz? Se for brasileiro, a possibilidade de ser feliz é grande.Ou não?
Acredito então, que eu não faça parte desta felicidade, por ser um pouco, digamos assim, diferente da maioria das pessoas. Ou então não sou patriota, como me dizem algumas pessoas.
Mas como ser feliz no Brasil? Para o pov
o, conivente com todos os tipos de erros da sociedade, é possível ser feliz sim.
O sujeito vem e para o seu carro de mil cilindradas, financiado em várias parcelas, com um som no último volume, se aparecendo para todo mundo, incomodando a vizinhança inteira, sem se importar com idosos, doentes e crianças pequenas, só para fazer charme para as mulheres idiotas de hoje em dia, e se achando o tal para os amigos. Sim, esse sujeito é feliz. Eu não.
O sujeito entra numa padaria aos berros solicitando ao pobre e lascado do balconista, umas cervejas, enquanto lá do lado de fora, o mesmo sujeito também deixa o som ligado no último tocando uma porcaria de ''Camaro Amarelo'' ou qualquer coisa do tipo. É felicidade plena. Meu sangue, claro, ferve.
Obviamente que, assim como os sujeitos citados como exemplos, existem milhares de brasileiros que compartilham desta mesma felicidade diária. Eu, não sou normal.
O ato de falar alto, jogar lixo na rua, pixar prédios públicos e privados, fazer danças rídiculas na televisão e posteriormente, a já citada rua, deve dar uma alegria danada.
Há outros motivos que tornam o brasileiro feliz demais, como a corrupção e transgressões de leis.
O brasileiro adora furar uma fila de banco, de ônibus, metrô, trens, aeroportos, restaurantes, teatros, cinemas, McDonald´s. Tudo isso, em prol da felicidade alheia.
Claro que existem outros fatores. A lista é extensa.
O baile funk nas periferias, o forró nas famosas ''casas do norte'', também em periferias, a cerveja gelada, o sexo com qualquer pessoa, as drogas, o cigarro, a violência. Que alegria!
Como eu não tinha percebido isso antes? O brasileiro é realmente feliz.
É feliz porque adora viver de impunidade. Sorrí ao tirar vidas de maneira desnecessária por causa de um celular ou falta de saldo em conta de banco. E aí, a felicidade se completa ao queimar viva a sua vítima.
A farra dos políticos corruptos, oriundos de passados longínquos, tornou o cidadão desta pátria, um ''bobo da corte'' que adora ''bater palmas para ver loucos dançarem''. 
Hospitais sem médicos, falta de segurança, transportes lotados, rodovias em péssimas condições até deixam o brasileiro, ora veja você, infeliz, basta surgir uns movimentos do tipo ''Passe Livre'', ''Não Vai Ter Copa'', verdadeiras mentiras deslavadas de ''pseudos esquerditas'' com palavras de ''ordem''. Ordem?  Mas, eis que pinta um feriado prolongado. Que felicidade, não?
Na mesma semana, o governo anuncia aumento na tarifa de pedágios, combustíveis, mas isso não tem importância.
O importante mesmo é lotar a geladeira de cerveja, whisky, energéticos, drogas, cigarros, armas para ''se protegerem'' e cair nas estradas, todos felizes como suas músicas banais e sua mentalidade de Michael Schumacher ao acelerar seu ''Camaro'' ou seu ''milzinho'', causando mortes e acidentes irreparáveis.
É importante também, como bom brasileiro, tirar fotos de todos os lugares por onde se passa, para postar nas redes sociais. Se não, você não é feliz.
E para aumentar ainda mais o nível de felicidade do brasileiro, não pode faltar o carnaval, o futebol e as eleições, esta última motivo de alegrias para alguns, desespero de outros.
Definitivamente amigos e amigas, não sou brasileiro. E podem me chamar do que quiser. Não mudará minha linha de pensamento.
Pergunte para este cidadão ou cidadã feliz, se ele se preocupa com escolas para os filhos e formação profissional para sí mesmo.
Certamente que com isso o brasileiro não se identifica. Não dá alegrias e felicidades imediatas.
O negócio é ser feliz do jeito que dá. Do jeito que o povo quer e com os políticos que assim desejaram.
Eu, tô fora!


21 de fevereiro de 2014

O conto do vigário e os Black Bloc´s

Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, estamos diante de uma tragédia moral, social e intelectual. Perdemos a nossa identidade. Se bem que nunca tivemos uma, isso é fato.
Já temos um algoz para todos os problemas do país, os ônibus.
A moda agora é queimar ônibus para dar aquele ar de Europa, sabe?
Sabe aquela coisa de '' vamos aparecer na CNN''.? É isso.
O brasileiro virou irracional. Pensam que são medievais para sair tocando fogo em tudo.
Invasão a apartamentos vazios da ''Caixa'' e posterior ordem reintegração? Fogo nos ônibus. Dane-se que estiver lá dentro.
É uma nova modalidade de protesto, calcada num pensamento arcaico de que tudo deve ser resolvido na destruição de patrimônios públicos e privados. Ah, vão ás favas!
Não alheio a tudo isso, surge agora o tal dos ''Black Bloc's'', sem uma linha de justificativa plausível para seus atos de insanidade contra tudo o que vêem pela frente. É banditismo disfarçado de reacionários. Nada fazem, nada trazem de útil para a sociedade. E o que é pior. São marginais, oriundos da miséria social com apoio de partidos políticos, outrora apoiadores do governo, hoje mentirosos e sedentos por poder que vão a cada dia, transformando este país num lugar sem rumo, mais do que já é.
Qual o interesse de partidos como o PSol, Pc do B, PCO e outras aberrações de esquerda em querer destruir o que nunca foi construído?
Em 2013, tivemos o inicio de tudo com o ridículo e patético '' Movimento do Passe Livre'' o qual acreditou-se ter erguido do sono profundo, o medíocre ''gigante adormecido''. Foi uma grande piada de mal gosto, já que o ''gigante'' levou uma de ''direita'' e voltou a dormir. Estamos no Brasil. Isso aqui nunca vai mudar.
Os patriotas de plantão que me perdoem, mas é exatamente isso que os políticos de Brasília querem, um povo sem rumo e revolto por qualquer imbecilidade.
Puro conto do vigário essas manifestações. O que se criou com tudo isso? Atrocidades país afora.
Na entre safra de bestialidades brasileiras, criou-se agora o mito de que a ''justiça com as próprias mãos'' é a melhor solução.. Além dos ônibus serem os grandes culpados, os postes agora é que funcionam como uma espécie de aviso as autoridades, colocando suspeitos de assaltos e outros crimes, amarrados e linchados para delírio da população. Um pouquinho do que ocorre em tribos africanas, não?
Esses ocorridos só se dão, e justiça seja feita,  porque o povo não aguenta mais  tanta corrupção e conivência de nossos juristas e políticos na área da falta de segurança.
Não querem reduzir a maioridade penal para 14 anos porque fere o estatuto da criança. E os feridos e mortos pelos menores, em que situação ficam?
De norte a sul do país o que se vê é um cenário de violência sem igual. Choro, pranto, medo, insegurança e incertezas.
E o que é pior, com a conivência desse mesmo povo que diz estar lutando por um país melhor. Isso não é luta, é jogo de interesse.
Nas periferias, um povo sem educação, sem ética, sem escrúpulos e que aterrorizam a vida de comerciantes, idosos, crianças, mulheres, trabalhadores em geral, com um funk perturbador regado a álccol, drogas, carros e motos roubadas. O que a polícia pode fazer? Claro que nada. A população, complacente e apoiadora das transgressões das leis não permitem. É aquele estaca zero novo. Fogo nos ônibus.
Com a aproximação da ''Copa do Mundo'', os pseudos movimentos já prometem barulho de novo, contrariando aquilo que eles mesmos, aplaudiram de pé, quando a Fifa escolheu o pais para ser sede do campeonato. Só hipocrisia e demagogia.
Sempre disse que o Brasil não mereceria uma Copa do Mundo aqui. E as razões já eram sabidas desde há tempos. O resultado está aí.
O povo cai no conto do vigário e os ''Black Bloc's'' matam a imprensa com o aval deste mesmo povo.
Rachel Sheherazade que nos salve.

13 de dezembro de 2013

Salvos?

Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, certas coisas não diz respeito a um partido político.Não é PSDB, PT, PMDB, PTB, PSB ou qualquer outro,os responsáveis pela violência. O caráter de cada pessoa, é o que determina a qual sociedade pertencemos. Se você apóia o que é incorreto, só vai ter o que estamos cansados de ver, violência e mais violência.Seu orgulho não pode ser o mesmo orgulho meu. Logo, não posso apoiar a idéia de que vivo num país democrático e livre de todos os miasmas da vida. Não posso ser conivente com um país onde o futebol, samba, cerveja, carnaval, funk, programas medíocres de televisão, universitários corrompidos por ideais nefastos de pseudos - heróis do passado, e que ainda insistem em massificar os mais jovens, sejam para mim, motivo de orgulho. Não posso compactuar com um país que se preocupa com temas irrelevantes como homossexualismo ou racismo, e não dá a devida atenção aos mais necessitados, como idosos, crianças pelos faróis, exploradas por seus pais e mães, verdadeiros ratos de esgoto, passando-se por vítimas a todo o instante, forçando suas crias a trazerem-lhes algum lucro no decorrer do dia.
Não posso me orgulhar nunca de um país, onde não há leitos nos hospitais, remédios de extrema necessidade aos pacientes,  vagas nas escolas, creches, onde não há comida para as crianças que vão estudar.
Não posso aceitar jamais, a idéia de que uma pessoa passado os trinta anos de idade,  não consegue emprego porque é considerada '' velha'', como não posso aceitar o desrespeito aos aposentados.
Não posso ter orgulho de um país onde congressistas, juízes, promotores e senadores fazem a festa com o dinheiro público numa orgia vergonhosa.
Como posso dar um grito de euforia ao assistir a uma partida de futebol, sabendo que ali, no gramado, milhares de reais e dólares, rolam a custa do imbecil torcedor?
E a Copa? Verdadeiro sinônimo de burrice acentuada para um povo sem educação, que mal sabe assinar o nome,mas enche o peito de orgulho para torcer para a nossa seleção. Que honra é essa?
Alegrar-me do quê, sabendo que uma pessoa morre por um mero celular ou falta de saldo em sua conta, para a alegria geral dos midiáticos e festivos advogados ante as câmeras de televisão, disputando palmo a palmo, como num jogo de adivinhações, quanto tempo tal elemento pegará de sua pena, se é que pegará.
E como me orgulhar de um país, onde a impunidade impera amedrontando famílias inteiras?
Porque sorrir por uma felicidade vã, quando se viaja para algum lugar do país, postando hipocrisia e demagogia pelas redes sociais, sendo amanhã, vítimas de violência?
Como acreditar na credibilidade de um outrora, excelente jornalista, ao qual participou de um dos momentos mais históricos da política mundial e agora nos envergonha apresentando programas sem nexo, repetidas vezes por mais de uma década? Isso é exemplo de jornalismo?
Como acreditar que a Amazônia é patrimônio nosso, quando especuladores, na calada da noite, reunidos com políticos e sindicalistas, vendem a preço de banana um ecossistema inteiro aos estrangeiros? E os animais? Os ribeirinhas? Os índios?
Que lógica tem para você, ser cidadão de um país que lhe maltrata em portas de bancos, filas de hospitais, aperto em ônibus, trens, metrôs e cobram preços abusivos para uma péssima qualidade em seus serviços?
Como ter orgulho de um país que vive basicamente de salário mínimo, que não dá para o sustento de uma família e não vale um ''vintém'' na mercearia da esquina?
Senhoras e senhores, no Brasil vive-se a euforia do crescimento econômico, da tecnologia, da facilidade ao crédito e condenam sua vida inteira.
Que sentido faz, não ter os seus direitos básicos de ir vir, assegurados por lei, que defende marginais a todo o instante?
Um ministro do ''supremozinho'', vira celebridade da noite para o dia, por condenar ''mensaleiros'', e o povo acredita que todos os problemas do país foram resolvidos. Será?
Joaquim Barbosa, é o novo herói do país ou mais novo Policárpio Quaresma?
Qual o seu orgulho?

5 de outubro de 2013

Um para o cafézinho?

Amigos e amigas do Opinião e Crítica Brasil, vai um cafézinho aí? Boa maneira de começar, não?Seria bom não fosse a postura ou arrogância de alguns para com o seu semelhante. I
sso não é caridade, é só comentário mesmo.Já passava das onze da manhã, ali no Brás, terminal de ônibus com acesso ao Metrô, quando vejo um senhor de aparência um tanto sofrida, algo em torno de uns cinquenta anos, magro, com calça de moletom, tênis e uma camiseta da igreja ''Mundial do Poder de Valdemiro Santiago'' , pseudo Deus para os milhares de miseráveis, que frequentam religiosamente, seus cultos de infâmia e exploração de fé alheia.
Esse senhor citado por mim, seguia seu caminho tranquilamente quando foi abordado por um destes moradores de rua, esse sim verdadeiro miserável e sem sorte na vida.
O morador de rua, presumo que após várias tentativas talvez inúteis de arranjar um trocado, se aproxima deste senhor de fé e educadamente lhe pede um troco para tomar um café. O morador de rua ainda avisa:
''Não é para droga ou pinga não seu moço, é apenas para um café''. Neste dia, fazia um frio danado por sinal.
O ''bom servo de Deus, ou de Valdemiro Santigo'' , seja lá o que for, não pensa duas vezes e começa a proferir impropérios ao ''distinto'' morador de rua, chamando-o de vagabundo, drogado, porco e outras coisas impronunciáveis. Assisto á tudo passivamente.
A coisa segue de uma maneira imoral com o senhor dizendo ao morador de rua que era aposentado, que havia trabalhado a vida toda para poder andar tranquilamente e sem se preocupar com nada, ainda mais na hora de ''ir buscar á Deus''. O morador de rua não se dá por vencido e repete que deseja só um café, não briga ou bate boca.
As pessoas passam para todos os lados, sem se importar com aquilo que não lhe dizem respeito, a fome de um semelhante. Continuo a assistir e ouvir os insultos daquele fiel seguidor do já referido Valdemiro Santiago e de sua lavagem cerebral.
O morador de rua então começa aos brados perguntar para aquele aposentado, supostamente honesto e em dias para com a sociedade, o que ele havia aprendido na igreja de Valdemiro Santiago. Incríveis foram as palavras daquele desafortunado com a vida ao dizer que, já fora expulso da igreja Mundial do Poder de Valdemiro só por ter pedido para usar o banheiro e um pouco de água.
Questionava, o morador de rua, ao aposentado, qual o conceito de vida ele aprendera ao doar parte de sua aposentadoria para a igreja. Eu ficava embasbacado com aquilo.
O morador de rua com o semblante cansado e sujo, mas com uma certa postura relembra para o orgulhoso aposentado, um trecho da bíblia, citando Mateus 25, o qual me levou, confesso, as lágrimas:
'' Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.''
O aposentado furioso, partiu batendo os pés, incomodado com as palavras proferidas por aquele homem, de vestimentas imundas e mal cheirosas, barba por fazer, cabelos por cortar, de pele queimada e mal tratado pela vida. Aquilo foi mágico.
O morador de rua seguiu seu caminho em busca de um café para começar o seu dia, com certeza satisfeito por estar mais um dia, vivo.
Não me contive, chamei-o, e lhe dei R$ 5.00 para continuar de alguma forma, mais um dia de luta pela sobrevivência. O morador de rua nada me disse, balançou a cabeça e foi-se embora.
Eu, ganhei meu dia.